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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

As 20 Lições Espirituais Extraídas do Deserto




Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor!

Estaremos desenvolvendo mais um estudo sobre o deserto; desta feita falaremos sobre “As 20 lições espirituais extraídas do deserto”. Vamos acompanhar!

Muitos homens da Bíblia tiveram que ir ao deserto:

• Moisés ficou lá quarenta anos: (At 7:22-23,29-30) (V. 22) Assim Moisés foi instruído em toda a sabedoria dos egípcios, e era poderoso em palavras e obras.

Deus o preparou 40 anos no Egito;

Deus o preparou 40 anos em Midiã;

Para estar 40 anos na liderança do seu povo.

(V. 23) Ora, quando ele completou quarenta anos, veio-lhe ao coração visitar seus irmãos, os filhos de Israel.

(V. 29) A esta palavra fugiu Moisés, e tornou-se peregrino na terra de Midiã, onde gerou dois filhos.

(V.30) E passados mais quarenta anos, apareceu-lhe um anjo no deserto do monte Sinai, numa chama de fogo no meio de uma sarça.

Os acontecimentos que marcaram a vida de Moisés nos ensinam lições preciosas.

1. Quanto mais difícil é a tarefa que Deus tem para seus servos, maior e mais difícil é a preparação e o caminho que eles têm a percorrer antes de cumprir sua tarefa.

 

2. Se estivermos enfrentando muitas dificuldades que não foram causadas por nossa própria imprudência, devemos alegrar-nos no Senhor e aguardar o momento determinado por Deus.

 

3. Sempre foi assim com aqueles que realmente foram chamados por Ele.

 

4. Para ser apto a conduzir o povo através do deserto não bastava conhecimentos de astronomia, geometria e geografia.


5. Ele precisava aprender a sobrevivência no deserto, a paciência, à tolerância,

 

6. O autocontrole e, principalmente, aprender o caminho para uma íntima e profunda comunhão com Deus.

 

7. O silêncio e a imensidão do deserto, bem como o trato contínuo das ovelhas de seu sogro, deram-lhe essas qualidades.

 

8. Agora ele sabia que, da mesma forma que as ovelhas, o povo não lhe pertencia. Ele deveria cuidar guiar e, depois, prestar contas.


9. Deus não permitiu sequer que Moisés possuísse o seu próprio rebanho.

 

10. Todos nós devemos atentar bem para a vida de Moisés.

 

11. A responsabilidade é grande.

 

12. Mas o Dono da obra é o Senhor (Mt 9. 38) e é Ele quem proverá os meios e as condições para que o trabalho seja feito.

 

13.Toda a honra e toda a glória pertencem ao Senhor (Ap 5. 13)

 

14. Deserto é o lugar de recebermos a chamada de Deus

a) Moisés tem a experiência de fé e é chamado por Deus no deserto. Ex 3.1 (“E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto, e chegou ao monte de Deus, a Horebe.”)

b) Moisés recebe a visão de Deus no deserto.(no Monte Horebe). Ex 3.2-6 (“E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.

E Moisés disse: Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão, porque a sarça não se queima. E vendo o Senhor que se virava para ver, bradou Deus a ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés.

Respondeu ele: Eis-me aqui. E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa. Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.”
c) Deus revela para Moisés o estado do seu povo e seu plano de Libertação. Gn 3.7-9 (“E disse o Senhor: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores.

Portanto desci para livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra, a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel; ao lugar do cananeu, e do heteu, e do amorreu, e do perizeu, e do heveu, e do jebuseu.

“E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel é vindo a mim, e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem.”)

d) Moisés é chamado e enviado por Deus. Gn 3.10 (“Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo (os filhos de Israel) do Egito.”)

e) Observemos o preparo de Moisés para ser o líder, libertador e o legislador de Israel.

15. NO DESERTO ENCONTRAMOS A NÓS MESMOS:

Nós nos redescobrimos no deserto. A existência passa a ser percebida com um verdadeiro sentido de ser. É nessa situação que podemos estabelecer um propósito para vida.

No deserto, Cristo teve avivada a consciência de ser Ele o Filho de Deus. Isso implicava em assumir o motivo de Sua encarnação, o Seu único propósito: a salvação de milhões de seres humanos - a cruz.

Nas situações desérticas nós também passamos a priorizar nossas metas, tendo a convicção profunda de vivermos para a glória de Deus. (Rm 11.36) – “Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém”.

16. NO DESERTO ADQUIRIMOS CAPACIDADE ESPIRITUAL:

No deserto pessoal, nos capacita para resolver problemas mais ou menos semelhantes aos que Satanás apresentou a Jesus.

As tentações querem fazer com que usemos nossa vida para nossos próprios propósitos. Quando somos tentados, somos forçados a nos comprometermos unicamente com nossas metas. Além disso, as situações tentadoras da vida querem até mesmo nos impedir de examinar e reavaliar nossos propósitos.

17. NO DESERTO NOS FIRMAMOS NO CHAMADO DE DEUS:

Quando estamos no deserto a força das circunstâncias, condições e o estabelecimento de prioridades significativas para nossa vida espiritual nos leva a renovarmos nossa vida. Assim, o deserto que a princípio seria um lugar de exaustão e queda passa a ser um ambiente onde o verdadeiro sentido da vida é valorizado.

Dessa forma, reconhecemos nossa identidade como filhos de Deus.

18. No deserto nos deparamos com o silêncio e requer paciência.

Paciência para que os que querem tomar Deus a sério. Paciência não é a arte de esperar, mas a arte de saber, e o que se sabe se espera.

E, no caso presente, saber que Ele é essencialmente gratuidade e, por conseguinte, as iniciativas de uma graça são e serão desconcertantes e imprevisíveis para nós: porque nEle não funciona como em nós.

As leis de causa e efeito, ação e reação, as leis da proporcionalidade, os cálculos de probabilidade, mas somente a lei da Gratuidade: tudo é Dom, tudo é graça.

Deus tem o seu tempo, a sua hora de que na plena gratuidade, que é de falar, tocar, experimentar a nossa humanidade. Importante é nos colocar em profunda, serena e calma atitude de adoração e espera. “Deus vai me falar”.

19. Deserto é o lugar de conhecermos o zelo e as promessas de Deus. (Gn 21.14-20)

Podemos observar isso na experiência de Agar e Ismael


a) Agar e Ismael são despedidos e andam errantes pelo deserto.( Gn 21.14 )“Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu

a) “Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu, andando errante no deserto de Berseba.”)

b) Deus prova a fé de Agar. Gn 21.15 e 16 (“E consumida a água do odre, lançou o menino debaixo de uma das árvores. / E foi assentar-se em frente, afastando-se à distância de um tiro de arco; porque dizia: Que eu não veja morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou.”)

c) Deus ouve a oração de Ismael e consola Agar no deserto. Gn 21.17 (“E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o anjo de Deus a Agar desde os céus, e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está.”)

d) Deus faz promessa a Agar no deserto. Gn 21.18 (“Ergue-te, levanta o menino e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação.”)

e) Deus cuida dele lhe dando água e saciando-lhe a sede no deserto. Gn 21.19 (“- E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino.”)

f) Deus estava com o rapaz no deserto. Gn 21.20 (“E era Deus com o menino, que cresceu; e habitou no deserto, e foi flecheiro”)

20. Deserto é o lugar de esperarmos o tempo de Deus para nossa vida

Davi mesmo depois de ter sido ungido rei, esperou no deserto 18 anos para receber a coroa de Rei.

a) Davi sofre perseguição de Saul e é protegido por Deus. I Sm 23.14 (“E Davi permaneceu no deserto, nos lugares fortes, e ficou em um monte no deserto de Zife; e Saul o buscava todos os dias, porém Deus não o entregou na sua mão.”)

b) Davi recusa matar a Saul. I Sm 24:1-6 (“E SUCEDEU que, voltando Saul de perseguir os filisteus, anunciaram-lhe, dizendo: Eis que Davi está no deserto de En-Gedi. Então tomou Saul três mil homens, escolhidos dentre todo o Israel, e foi em busca de Davi e dos seus homens, até sobre os cumes das penhas das cabras montesas.

E chegou a uns currais de ovelhas no caminho, onde estava uma caverna; e entrou nela Saul, a cobrir seus pés; e Davi e os seus homens estavam nos fundos da caverna. Então os homens de Davi lhe disseram: Eis aqui o dia, do qual o Senhor te diz: Eis que te dou o teu inimigo nas tuas mãos, e far-lhe-ás como te parecer bem aos teus olhos.

E levantou-se Davi, e mansamente cortou a orla do manto de Saul. Sucedeu, porém, que depois o coração doeu a Davi, por ter cortado a orla do manto de Saul.

“E disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor, estendendo eu a minha mão contra ele; pois é o ungido do Senhor.”)

c) 
Segundo alguns eruditos, Davi recebeu a unção de Deus aos 12 anos, e segundo a bíblia ele começou a reinar com 30 anos.(2Sm 5.4 )“Da idade de trinta anos era Davi quando começou a reinar; quarenta anos reinou.”

O que fez Davi antes?

Matou o urso
Matou o leão
Expulsou o demônio de Saul
Matou o gigante Golias

Faça como Davi mesmo que esteja no deserto espere o tempo de Deus.

Jesus passou momentos difíceis no deserto, mas jamais tirou os olhos de Deus. A Bíblia diz que Jesus foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecar (Hb 4.15).

Aqui temos o exemplo dos níveis de tentação: no corpo, na alma e no espírito. Assim nós também somos tentados, em todo o nosso ser.

Aprendemos que Jesus passou pelo deserto, mas venceu as tentações e teve um lindo e poderoso ministério. E quanto a nós, você e eu?

Saiba que deserto não é lugar de permanência, mas de passagem. O tempo que ele vai durar depende somente de nós, de onde estão fixos os nossos olhos. Se nos problemas não venceremos as tentações.

Mas, se estão no Senhor, na Sua Palavra, venceremos e logo sairemos dele!
Eu não sei se você já passou ou está passando pelo deserto. Mas entenda que algum propósito contigo Deus tem, Ele quer te dar ricas experiências com Ele.

Portanto use o deserto, aproveite o deserto para crescer na graça e no conhecimento do Senhor Jesus, amém!

Autor: Jânio Santos de Oliveira 

terça-feira, 3 de julho de 2012

O Exército de Deus





                                                             Estudo Biblico O Exército de Deus Evangélico Gospel


INTRODUÇÃO:          

Guerra espiritual é hoje uma linguagem universal, todos os crentes já ouviram pelo menos uma vez este termo, não é modismo de evangelização e missões, absolutamente é uma luta que travamos constantemente contra satanás.

* Nós somos soldados alistados para esta grande batalha espiritual, um soldado é um combatente, um campeão, portanto um vencedor (2 Tm 2.3) “Sofre comigo como bom soldado de Cristo Jesus.” Um soldado é parte integrante de um corpo que pode ser chamado de guarnição, destacamento, batalhão ou regimento. 
Em (Jl 2.2b e 5b) “um povo grande e poderoso, qual nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração: ...como um povo poderoso, posto em ordem de batalha.” Aqui encontramos duas características marcantes do exército de Deus. Pois maior é aquele que está em nós (1 Jo 4.4) “Filhinhos, vós sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo.” Nunca digas estou só, pois o Senhor Jesus afirma categoricamente: (Mt 28.20) “...e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Nunca mais digas: não posso, pois está escrito (Fl 4.13) “Posso todas as coisas naquele que me fortalece.”

Vejamos objetivamente, as diversas posições a serem ocupadas no exército de Deus:

1 – INFANTARIA.

São aqueles que estão na linha de frente, basicamente no corpo a corpo com o inimigo: destituindo potestades, expulsando demônios, invadindo pessoalmente o território do inimigo, pisando neste território e tomando posse em nome do grande general – Jeová Shabaot ( Senhor dos exércitos). Exemplo: Davi colocou Urias na infantaria. Como também os missionários.

2 – ARTILHARIA.

É composto pelo grupo que utiliza armas de longo alcance, como: Intercessão, combate espiritual em grande escala, Fé sobrenatural e palavras de autoridade. Exemplo: Elizeu (2 Rs 6.18) “Quando os sírios desceram a ele, Eliseu orou ao Senhor, e disse: Fere de cegueira esta gente, peço-te. E o Senhor os feriu de cegueira, conforme o pedido de Eliseu.” Jesus (Mt 8.8b) “...mas somente dize uma palavra, e o meu criado há de sarar.” O objetivo principal da artilharia é enfraquecer as forças inimigas, atingindo alvos selecionados como: Principados, Potestades, Dominadores deste mundo tenebroso. (2 Co 10.4,5; Ef 6.12) “pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas;” Bombardeando as fortalezas inimigas, o trabalho é facilitado para os infantes que estão na linha de frente, os quais, despojarão o inimigo, tomando-lhe as vidas preciosas e transportando-as para o reino da luz. (Is 49.25) “...Certamente os cativos serão tirados ao valente, e a presa do tirano será libertada; porque eu contenderei com os que contendem contigo, e os teus filhos eu salvarei.” 

3 – REGIMENTO MOTORIZADO.

São agrupamentos que utilizam os grandes equipamentos de guerra para atingir as grandes massas. Exemplo: O rádio, a televisão, os grandes seminários, seu objetivo principal é lançar de uma só vez toneladas de sementes da palavra de Deus. (Is 40.9) “Tu, anunciador de boas-novas a Sião, sobe a um monte alto. Tu, anunciador de boas-novas a Jerusalém, levanta a tua voz fortemente; levanta-a, não temas, e dize às cidades de Judá: Eis aqui está o vosso Deus.” 

4 – ENGENHARIA.

É o grupo dotado de uma capacidade especial de engendrar, arquitetar, planejar meios através dos quais é aumentado, facilitando e ampliando o poder de fogo do exército de Deus. São as técnicas e táticas especiais do Espírito Santo (O grande Ensinador), que nos leva a resultados surpreendentes. Deus sempre levantou e treinou os seus engenheiros de guerra, exemplo: Moisés (Ex 17.11) “E acontecia que quando Moisés levantava a mão, prevalecia Israel; mas quando ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque.” , Josué (Js 10.12b) “...e disse na presença de Israel: Sol, detém-se sobre Gibeão, e tu, lua, sobre o vale de Aijalom.” Josafá (2 Cr 20.22ª) “Ora, quando começaram a cantar e a dar louvores, o Senhor pôs emboscadas contra os homens de Amom, de Moabe e do monte Seir,...” e Paulo e Silas (At 16.25,26). Utilizando-se de artifícios, humanamente loucos, estes homens venceram batalhas e situações humanamente impossíveis.

5 – COMUNICAÇÕES.

O elemento deste agrupamento tem como missão promover o apoio de comunicações necessária àqueles que o recorrem ou dele dependem. Existem tanto as comunicações ativas, que dão diretrizes de ataque; quanto a passiva, que visam preservar do perigo eminente. Em ambos os casos, Deus utiliza com freqüência os seus profetas, conforme (Am 3.7) “Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.” E não com menos freqüência a sua palavra (Hb 1.1) “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,” exemplo: a extratégia através de Jaaziel (2 Cr 20.14-17); aviso através de Elizeu (2 Rs 6.6).

6 – SUPRIMENTO.

Visa promover o suprimento regular e extraordinário, tanto da necessidade básica de sobrevivência e bem estar do soldado, quanto, dos equipamentos e munições por ele utilizados. Exemplo: Davi, antes de se tornar rei, assistia seus irmãos, na batalha, com mantimentos (1 Sm 17.15,17,18). Mas Deus queria Davi era no meio da batalha como um soldado.

7 – DEPARTAMENTO MÉDICO.

Este grupo de forma especial cuida do tratamento e recuperação dos feridos e doentes. Cuida também da saúde preventiva da tropa. Num combate há sempre aqueles que por um ou outro motivo são feridos e necessitam de cuidados especiais. Exemplo: Parábola do Bom Samaritano (Lc 10.34-37).

CONCLUSÃO:

Esta luta contra as trevas envolve todos os crentes, seja qual for seu dom ou vocação. Fazer evangelismo é fazer guerra contra as trevas, é tirar da cegueira espiritual os cativos de satanás. (2 Co 4.4).

Autor: Vilmar Henrique Martins 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Esgotamento Espiritual


Esgotamento Espiritual - Estudo Biblico | Midia Gospel


"A cana trilhada não quebrará, nem apagará o pavio que fumega; em verdade, produzirá o juízo."   Isaías 42.3

       Do momento em que aceitamos ao Senhor Jesus como nosso Salvador até o nosso último momento na Terra, a nossa vida cristã deve ser uma constante ascendente. O gráfico que retrata-nos como cristãos deve ser uma linha reta ascendente, sempre. Para isso foi que Deus nos chamou.
 
"Mas a vereda do justo é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito."   Provérbios 4.18
 
       Deus tem nos chamado, nos desafiado a vivermos sempre em crescimento espiritual. Contudo, sabemos que isso nem sempre acontece. Nem sempre estamos crescendo; antes, estamos estagnados ou até mesmo retrocedendo.
       No entanto, Deus conhece a nossa estrutura, entende as nossas dificuldades, dúvidas, etc. Ele nos entende porque Ele mesmo já passou por tudo o que passamos. Hb 4.15.

Acabe Reina em Israel

      Em 874 a.C., levanta-se ao trono de Israel, Acabe, que foi o pior rei que o reino do Norte já teve. A bíblia diz que:
 
"ninguém fora como Acabe, que se vendera para fazer o que era mau aos olhos do Senhor, porque Jezabel, sua mulher, o incitava."  I Re 21.25
 
       Mas, em resposta a isso, o Senhor levanta o maior profeta que o reino do Norte já viu; Elias, o tisbita.
       A Palavra nos diz:
 
"Então, Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra." I Reis 17.1

       Interessante lembrarmos que Acabe não somente foi tolerante com a idolatria, mas instituiu o culto a Baal, deus fenício controlador das chuvas, em Israel, e quando Elias fala esta palavra a Acabe, ele está confrontando diretamente o poderio de Baal.
       A história de Elias é uma das mais conhecidas da Bíblia. O famoso desafio de Elias aos quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal no cume do monte Carmelo é uma das mais conhecidas do Antigo Testamento.
       O desafio está narrado na seguinte passagem:
 
"Dêem-se-nos, pois, dois bezerros, e eles escolham para si um dos bezerros, e o dividam em pedaços, e o ponham sobre a lenha, porém não lhe metam fogo, e eu prepararei o outro bezerro, e o porei sobre a lenha, e não lhe metam fogo. Então, invocai o nome do vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor; e há de ser que o deus que responder por fogo esse será Deus. E todo o povo respondeu e disse: É boa essa palavra." I Reis 18.23, 24
 
       Então, desde a manhã até ao meio-dia, os profetas de Baal clamaram ao seu deus e não obtiveram resposta. Depois disso, Elias repara o altar do Senhor, divide o bezerro em pedaços, derrama sobre o holocausto doze cântaros com água e clama ao Senhor que responde por fogo. O povo de Israel, vendo isso, se prosta e diz que só o Senhor é Deus! Após isso, o profeta institui a matança dos profetas de Baal.

Três Sintomas de Esgotamento Espiritual

       Veja a continuação desta passagem.
 
"E Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito e como totalmente matara todos os profetas à espada. Então, Jezabel mandou um mensageiro a Elias, a dizer-lhe: Assim façam os deuses e outro tanto, se decerto amanhã a estas horas não puser a tua vida como a de um deles." I Reis 19.1,2
 
       O homem de Deus ouve um outro desafio, sendo que agora de Jezabel, só que ao invés de Elias enfrentar o desafio da rainha de Israel como o fizera com os profetas de Baal, toma a seguinte atitude.
 
"O que vendo ele, se levantou, e, para escapar com vida, se foi, e veio a Berseba, que é de Judá, e deixou ali o seu moço." I Reis 19.3
 
       Elias foge. Por que? Porque está esgotado espiritualmente. Esta, portanto, é a primeira característica de alguém que está esgotado espiritualmente: fuga. O homem de Deus vai a Berseba que é a cidade mais ao sul do reino do Sul; Judá, onde Jezabel não poderia encontrá-lo.
 
"Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação."   II Timóteo 1.7
 
       Deus não te tirou do mundo para que você esteja retrocedendo; contudo, o Senhor tem um chamado para avançarmos, progredirmos, caminharmos porque Ele é conosco e ainda que Jezabel e os 450 profetas de Baal levantem-se contra nós, Deus é conosco para nos livrar!
 
"Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Mas em todas estas somos mais do que vencedores." Romanos 8.31 e 37
 
       Deus é contigo! Não temas! O Senhor não pode usar covardes! Não podemos nos acovardar, não podemos ficar parados diante das circunstâncias, dos problemas, das tribulações porque Deus está conosco!
 
"E ele se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu em seu ânimo a morte e disse: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que os meus pais."   I Reis 19.4
 
       A segunda característica é: deseja a morte; não propriamente a morte física, mas a morte espiritual. Como? Alguém esgotado espiritualmente pensa que a sua caminhada já acabou, que o seu ministério já chegou ao fim, que a obra que Deus tem para fazer na sua vida e aquilo que Ele quer já se concluiu.
       Elias pensava que o seu ministério tinha acabado, mas não! Deus ainda tinha muitas coisas para o profeta fazer. Da mesma forma o Senhor nos diz que ainda quer realizar uma grande obra conosco. Não penses que o seu chamado acabou, que a tua obra terminou que a tua chamada findou porque Deus te diz que não!
       Deus quer restaurar o seu ministério! Não faças como Elias que desejou a morte; antes, grande é o chamado que o Senhor ainda tem contigo.
       A plenitude de nosso ministério que não temos realizado será cobrada pelo Senhor.
 
"Mas, se, quando vir que vem a espada, não tocar a trombeta, e não for avisado o povo; se a espada vier e levar uma vida dentre eles, este tal foi levado na sua iniqüidade, mas o seu sangue demandarei da mão do atalaia. A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel..." Ezequiel 33.6
 
       Desenvolva o seu ministério! Não penses que o seu lugar é apenas no banco da Igreja ouvindo a Palavra porque não é!
 
"...porque o jovem morrerá de cem anos...comerão o seu fruto." Isaías 65.20b,21c
 
       Não ache que pela sua idade avançada, sua chamada acabou. Por outro lado, não admita que pela sua pouca idade, o Senhor ainda não quer te usar. Deus definitivamente quer a todos: desde o maior até o menor, desde o mais velho ao mais moço.
 
"E deitou-se e dormiu debaixo de um zimbro..."   I Reis 19.5a
 
       A Terceira Característica é: Sono (dormir)
       O Senhor Jesus nos disse na parábola do trigo e do joio que enquanto os homens estavam dormindo (Mt 13: 25), o inimigo (diabo) semeou o joio no meio do trigo. O que significa dormir? Falta de vigilância.
 
"Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a que possa tragar." I Pedro 5.8
 
       Quando não damos importância à casa do Senhor, à Palavra de Deus, não oramos, não jejuamos, não nos preocupamos com nossa intimidade e comunhão com Deus; o diabo nos ataca. Ele está sempre pronto para isso! Porém, se nós temos a nossa aliança com Deus intacta, o que é o diabo para nos tocar? Devemos fazer como Davi perante Golias.
 
"Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu vou a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado." I Samuel 17.45
 
       Por que Davi pôde fazer isso? Porque ele mantinha a sua perfeita aliança com o Senhor. Saul, que nessa época já havia sido rejeitado por Deus, não pôde enfrentar Golias. Teve medo! Contudo, Davi ungido pelo Espírito, ele pôde enfrentar o gigante Golias e o vencer porque Deus era com ele e da mesma forma o Senhor é conosco! Deus está contigo leitor!

As Três Ordens de Deus

       Em resposta ao esgotamento espiritual de Elias, o Senhor lhe dá três ordens.
 
"...e eis que, então, um anjo o tocou e lhe disse: Levanta-te..."   I Reis 19.5b

"E disse-me: Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo." Ezequiel 2.1

       Toda vez que lemos na Bíblia, o Senhor mandando alguém se levantar é porque Ele quer que esta pessoa esteja na posição correta para ser usado. Deus nos diz também para levantarmos e nos colocarmos na posição que Ele quer para nós. Se não temos mais lido a Palavra, se não temos mais buscado ao Senhor como antes, se não temos mais nos dedicado à oração; o Espírito do Senhor ministra ao nosso espírito: levante-se e coloque-se na posição que Eu quero para poder te usar na minha obra. Levanta-te!
"...e come." I Reis 19.5c
       A segunda ordem de Deus a Elias é comer. Mas comer o quê? A Palavra do Senhor. A própria palavra nos manda que voltemos a comê-la. Deus ministra que tenhamos um conserto com a sua Lei.
       Na história da Igreja, sempre que o povo de Deus redescobria a Bíblia, como conseqüência havia avivamento. Ao mesmo tempo em que nos afastamos dos mandamentos do Senhor, nos afastamos também dEle. No entanto, quando nos voltamos para a Palavra, quando a Igreja de Jesus retorna à Bíblia, Deus manifesta-se no meio do seu povo.
 
"Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade."   João 17.17
 
"Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem a Pai, senão por mim."   João 14.6

       O senhor Jesus é a personificação da Palavra do Senhor. Definitivamente, Deus quer que voltemos à sua Palavra. Quanto tempo tem sido gasto com outras coisas que não a Lei de Deus!?
 
"Ali entrou numa caverna, onde passou a noite. E lhe veio a palavra do Senhor, dizendo: Que fazes aqui, Elias? Vem para fora, e põe-te neste monte perante a face do Senhor, pois ele vai passar." I Reis 19.9 e 11a
 
       Elias foi a Horebe, o monte de Deus, mas ao invés de se colocar perante Ele, entrou em uma caverna. No entanto, Deus lhe perguntou: "Que fazes aqui, Elias?"
       Caverna não é lugar de profeta, de atalaia, de filho de Deus! O Senhor lhe diz: "O que fazes na caverna? Vem para fora porque Eu ainda quero lhe usar!" Saia da caverna do medo, dos problemas. Deus te chama! "Elias, vem para fora!" Coloque o seu nome no lugar do de Elias.
       Se você se sente como Elias, dizendo: Senhor, eu não tenho mais forças! Eu não consigo mais caminhar. Agora, eu só quero deitar e dormir. Quero ir à Igreja apenas por uma religiosidade. Quero ir à Igreja apenas para ouvir a Palavra, somente para ouvir os louvores, mas sem compromisso com a obra de Deus. Se você tem estado na caverna, o Senhor ministra ao teu espírito: Saia da caverna e vem para fora!

Autor: Edson de Almeida F. Oliveira

sexta-feira, 9 de março de 2012

Dom, Talento, Unção

Imagem|Foto - Dom, Talento, Unção - Estudo Biblico | Midia Gospel




 
DOM(Grego: charisma: “Dom da graça, dom envolvendo a graça por parte de Deus como Doador; é usado acerca de (a) Suas dotações gratuitas aos pecadores (Rm 5.15. 16; 6.23; 11.29); (b) as Suas dotações aos crentes mediante a operação do Espírito Santo nas igrejas (Rm 12.6; 1 Co 1.7; 12.4,9, 28, 30,31; 1 Tm 4.14; 2 Tm 1.6; 1 Pe 4.10); (c) aquilo que é dado através da instrução humana (Rm 1.11).
Capacidade ou talento que o Espírito Santo concede aos servos de Deus para uso em favor dos outros (Hb 2.4; 1Pe 4.10). No NT há duas listas de dons: Rm 12.6-8 e 1Co 12.4-10. O Dicionário Aurélio diz que DOM é um presente, uma dádiva. Na linguagem secular pode ser também "talento": fulano tem um dom musical. Vale lembrar que Bezalel e Aoliabe receberam sabedoria e entendimento do Senhor para trabalhar em ouro, em prata e em cobre, “para que façam tudo o que te tenho ordenado”, com relação à construção do tabernáculo (Êx 31.1-7).
 
Regra geral, tudo o que temos, até nossa vida, é DOM de Deus; é-nos dado por Ele. Tudo o que o homem usufrui em função do seu trabalho - prosperidade, diversões, comida, bebida, alegria - é DOM de Deus (Ec 3.13; 5.19; Rm 6.23). A fé é dom de Deus (Ef 2.8). "Cada um administre aos outros o dom COMO RECEBEU..." (1 Pe 4.10).
 
Diferem-se da regra geral os DONS ESPIRITUAIS (charisma), doutrina bem clara na Bíblia (dons de variedade de línguas, interpretação, profecia, etc.), cf. 1 Co 12, que são manifestações do Espírito com vistas à edificação e santificação da Igreja (1 Co 12.7; 14.3,4,12,17,26).
 
TALENTOS 
O Aurélio: "Dom natural ou a adquirir". A Bíblia designa como bens materiais, não confundindo com dons (Mt 18.24; Lc 20.46). As tendências ou talentos nascem com o indivíduo (talento musical, por exemplo) por herança genética, isto é, transmissão dos caracteres hereditários. O Espiritismo ensina que esses talentos justificam-se em razão de vidas passadas, isto é, porque o espírito da pessoa passou por outras existências corpóreas e de lá trouxe boas experiências. Essa explicação objetiva dar validade à doutrina da reencarnação, um caminho oposto ao Cristianismo.
 
UNGIR 
"(grego aleiphõ) é termo geral usado para descrever "unção" de qualquer tipo, quer do refrigério físico depois de se lavar, por exemplo, na Septuaginta (Rt 3.3; 2 Sm 12.20; Dn 10.3; Mq 6.15); no Novo Testamento (Mt 6.17; Lc 7.38, 46; Jo 11.2; 12.3); quer de doentes (Mc 6.13; Lc 7,38; Tg 5.14); ou um corpo morto (Mc 16.1). O material usado era óleo ou ungüento (Lc 7, 37,46)".
 
UNÇÃO
"Substantivo (grego chrisma) significa UNGUENTO ou UNÇÃO (quanto às unções sagradas). Era feito de óleo e ervas aromáticas. É usado apenas metaforicamente no Novo Testamento; por metonímia, alude ao Espírito Santo (1 Jo 2.20, 27). O fato de terem o crente a "unção do Santo", indica que esta unção os torna santos e os separa para Deus. A passagem (1 Jo 2.20,27) ensina que o dom do Espírito Santo é o meio todo-suficiente de capacitar os crentes a possuírem o conhecimento da verdade. Na Septuaginta, é usado (chrisma) para descrever o óleo para "ungir" o sumo sacerdote (p. exemplo, Êx 29.7). Em Dn 9.26. representa o "ungido", "Cristo", o substantivo que se coloca por metonímia em lugar de Sua própria pessoa, como ocorre com o Espírito Santo em 1 Jo 2)". (Dicionário VINE).
 
"UNÇÃO = Untar com óleo sagrado. Através deste ato, eram separados os que, pela vontade de Deus, passariam a exercer as funções veterotestamentárias: rei, sacerdote e profeta (Dicionário Teológico).
 
UNÇÃO – Cerimônia religiosa na qual se derrama óleo sobre uma pessoa ou coisa escolhida. No Antigo Testamento, os profetas eram ungidos para a sua missão. A palavra Christos em grego significa UNGIDO (Sl 2.2). Os fiéis são considerados ungidos de Deus (2 Co 1.21; 1 Jo 2.10, 27)” (Dicionário da Bíblia [católica], edição ecumênica, BARSA -1964).
 
“Vós tendes a unção do Santo e sabeis tudo; E a unção que vós recebestes dele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis” (1 Jo 2.20, 27).
Comentários: “O crente recebe uma unção da parte de Cristo, a saber: o Espírito Santo. Através do Espírito Santo conhecemos a verdade. Todo filho de Deus recebe a “unção” (i.e., o Espírito Santo) para guiá-lo na verdade (Jo 14.26; 16.13). À medida que os crentes permanecem em Cristo e lêem a Palavra de Deus, o Espírito Santo os ajuda a compreender suas verdades redentoras” (Bíblia de Estudo Pentecostal).
 
Vê-se aí a unção como significando o Espírito Santo. Jesus foi ungido pelo Espírito Santo (Mt 3.16; Lc 4.18).
 
Unção significa “untar com óleo sagrado. Através deste ato, eram separados os que, pela vontade de Deus, passariam a exercer as funções veterotestamentárias: rei, sacerdote e profeta”. No Novo Testamento, significa o recebimento do Espírito Santo (1 Jo 2.20,27). A palavra tem sido usada de modo vulgar: unção da prosperidade, unção disso e daquilo. Basta ao crente a unção do Espírito.
 
Resumindo:
DOM = Dádiva; o que nos é dado. Dentre estes os dons espirituais
TALENTO = Dons herdados ou adquiridos
UNÇÃO = Consagração, selo, sentença, confirmação.
 
Explicações do pastor Pedro, da Igreja Internacional da Família Cristã:
DOM, do grego dorea, significa algo dado, dádiva, presente. O Espírito Santo é o grande doador. Ele brinda, presenteia os que se chegam a Ele. São vários os dons do Espírito e em 1 Co 12 Paulo apresenta os 9 dons principais.
 
TALENTO é algo inato. A pessoa já nasce com determinados talentos que podem ser desenvolvidos. Difere do dom, que é recebido.
 
UNÇÃO é a ação do Espírito Santo na vida de uma pessoa. Uns são, outros não. Unção pode ser momentânea, naquele momento em que você recebe uma atuação mais forte do Espírito Santo, mas, biblicamente falando, a unção recebida é permanente (João diz: "Porque a unção que recebestes permanece em vós"). Nesse caso, da unção permanente, há direto relacionamento com um DOM do Espírito. Daí tanta confusão entre unção e dom.
Pr. Pedro
 
Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Existe um Anjo Acompanhando o Crente o Tempo Todo?




Há dois tipos de interpretação no Cristianismo:

       Os que acreditam haver um anjo da guarda permanentemente ao lado de cada crente para dar proteção. Estes, levam em conta as seguintes passagens:
 
“O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra” (Salmos 34.7)
 
“Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão nas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra (Salmos 91.11-12)
 
“Vede, não desprezeis alguns destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus”(Mateus 18.10)
 
“E, conhecendo a voz de Pedro, de alegria não abriu a porta, mas, correndo para dentro, anunciou que Pedro estava à porta. E disseram-lhes: Estás fora de ti. Mas ela afirmava que assim era. E diziam: É o seu anjo.” (Atos 12.14-15).

       Os que acreditam que os anjos são enviados por Deus, para nos socorrer, sempre que há uma emergência ou uma situação que exija maiores cuidados. Argumentam que “acampar-se ao redor dos que o temem” (Salmos 34.7) não significa dizer que permaneçam o tempo todo ao nosso lado, mas que se encontram dispostos a intervir, quando necessário. No caso de Mateus 18.10, pode haver uma classe de anjos dedicados às crianças, mas esses anjos estão no céu, pois eles “vêem a face de Deus”. Com relação ao livramento de Pedro, nota-se que o anjo tão logo terminou sua missão apartou-se dele (Atos 12.10). Conforta-nos saber que os exércitos angelicais estão de prontidão para nos defender. São exemplos o caso de Daniel na cova dos leões (Daniel 6.22), de Pedro na prisão(Atos 12.7), de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na fornalha ardente (Daniel 3.28), de Paulo e Silas na prisão (Atos 16.26). Não devemos contatar nosso anjo da guarda para obter instrução constante e direção espiritual. Nossa oração deve ser dirigida somente a Deus. Convém lembrar que os anjos do Senhor não aceitam qualquer tipo de adoração (Apocalipse 22.8-9). Os anjos recebem ordens de Deus; são todos eles
 
“espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação”(Hebreus 1.14).

Autor:  Pr Airton Evangelista da Costa

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Jejum e Guerra Espiritual

Jejum e Guerra Espiritual
O jejum cria um momento de desligamento físico e ligação sobrenatural com Deus, você “dá um tempo” ao corpo em busca de uma intensa comunhão com Deus – momento de elevação, propício à contemplação.
O jejum liberta e libera sua mente para uma dimensão de fé pura. Mas devemos ter sabedoria para não exagerar, preservando a saúde do corpo, que é templo do Espírito Santo. Enquanto você jejua seu corpo vai se livrando de toxinas aculumadas, o colesterol ruim diminui, a obesidade se vai.
O jejum é uma forma de quebrantamento diante de Deus, jejuando se consegue um estágio rápido de submissão a Deus, abrindo as portas da percepção. Vivemos em meio a uma batalha espiritual [invisível] entre o bem e o mal, a verdade e a mentira, a luz e as trevas; devemos estar preparados e disponíveis a Deus.
O jejum precisa de um propósito, senão torna-se sacrifício de tolo. Lembrando-se que obedecer é mais importante que sacrificar. Pergunta-se: O que você quer alcançar fazendo tal sacrifício? Exemplos de propósitos para o jejum: uma resposta de Deus, um livramento, uma vitória, a conversão de um amigo ao evangelho, a cura de um parente, para fazer uma entrega total a Deus, aumentar a intimidade com Deus, abrir a visão espiritual, melhorar o entendimento das Escrituras, receber dons espirituais, receber o poder de Deus, receber mais fé/amor/sabedoria, por uma bênção material [prosperidade, um emprego, uma casa, um veículo, um diploma, etc], por justiça, por uma libertação de um vício de um colega de trabalho, para ser mais forte nas tentações, etc.
Comece o jejum orando e termine também orando.
Há 3 tipos básicos de jejum na bíblia: jejum completo [nem alimentos sólidos nem líquidos], jejum incompleto [consumindo água] e jejum típico [retirando-se um ou mais itens do cardápio, por horas, dias, semanas]. No jejum típico escolha aquele alimento que você gosta, é um sacrifício; por exemplo deixar de
comer a sobremesa, doces, sorvetes, etc.
Jejuns prolongados [24h ou mais] podem trazer umas reações agradáveis e outras desagradáveis no corpo: leveza, tranquilidade, relaxamento, prazer e sono; também pode trazer fome, sede, diarréia, vômito, dor de cabeça, dores abdominais, fraqueza, indisposição e sudorese. O ideal é não ultrapassar 12 horas seguidas de abstinência. Caso haja interesse em ultrapassar essas 12 horas, que opte por manter a hidratação com ingestão de água. Cada indivíduo conhece sua estrutura corporal e suas limitações, chegando a hora de parar é preciso ter responsabilidade.
Nós cristãos precisamos incluir o jejum em nossos hábitos, pela saúde do corpo e principalmente da alma. O jejum funciona sempre, desde que dentro da vontade de Deus. E não exagere – não é pelo volume de palavras que Deus irá ouvir tua oração, do mesmo modo o jejum, não é o tamanho do sacrifício que
importa mas fazê-lo com qualidade.
Sem dúvida, o jejum deve fazer parte de nossa vida em Cristo para nos tornarmos melhores guerreiros na batalha em que estamos. Jesus foi claro:
“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto
com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.
Tu, porém, quando jejuardes, unge a cabeça e lava o rosto; com o fim de não parecer aos homens que
jejuas, e, sim, ao teu Pai em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mateus 6.16-18)
Muitos discípulos novos indagam sobre o valor do jejum, como fazê-lo, por quanto tempo, etc.
Para ajudá-los, vamos responder à pergunta:
PARA QUE SERVE O JEJUM?
PARA SANTIFICAÇÃO INDIVIDUAL – Salmo 35.13; 69.10
Por trás dos pecados que nos dominam, dos fracassos pessoais, por trás dos muitos males que afetam a igreja e obstruem os canais da bênção de Deus, os choques de personalidade, temperamentos, por trás de tudo isto se encontra o orgulho do coração do homem. O jejum é um corretivo divino que prepara a terra, quebra o orgulho, disciplina o corpo e humilha a alma.
PARA QUE DEUS NOS OUÇA – Esdras 8.21-23; Neemias 9.1-3
O jejum dá asas à oração; dá poder nas petições (Jeremias 29.13,14; Joel 2.12). A oração é guerra contra as forças opositoras. O homem que ora com jejum testifica aos céus que quer aquilo que busca.

PARA FAZER COM QUE DEUS MUDE A DIREÇÃO DAS COISAS – Jonas 3.4,10; 1 Reis 21.27
Aqui uma cidade prevaleceu com Deus pelo jejum e oração. Deus enviou Jonas a Nínive para estender sua misericórdia aos ninivitas.

PARA SOLTAR OS CATIVOS – Isaías 58.6
Há aqui uma aplicação espiritual para os crentes de hoje. É uma luta que se trava nas “regiões celestiais”. Satanás é um adversário duro e não quer tirar sua mão das almas e corpos das pessoas, a menos que seja forçado a fazê-lo. O jejum provê esta força.
Fortalecimento do intercessor para forçar o inimigo a largar sua presa. Dá autoridade no momento em que se deve dar a ordem de libertação.
PARA DERROTAR O HOMEM FORTE – Isaías 49.24-25; Mateus 12.29; Lucas 11.21-23
Há casos de necessidade ao nosso redor. O Senhor quer que tenhamos a autoridade de enfrentar as forças ao nosso redor. “Em meu nome expelirão demônios” (Mateus 17.21; Marcos 16.7).
PARA RECEBER REVELAÇÃO – Daniel 9.2,3,21,22
Daniel treinou-se desde cedo em sua alimentação (Daniel 1.8,11-16; 9.2,3). O Novo Testamento relata casos de jejum: Pedro (Atos 10.10); Paulo (Atos 27.21-24; 2 Coríntios 11.27). Paulo jejuava com freqüência e o capítulo seguinte fala de suas revelações.
Nada nas Escrituras indica que devemos buscar sonhos e revelações; quando buscamos a Deus, podemos encontrá-las.
Necessitamos constantemente da revelação de Deus para nossas vidas.
PARA SUBJUGAR O CORPO – 1 Coríntios 9.27; Êxodo 16.3
Deus nos deu o corpo e certos instintos básicos que incluem os apetites do corpo, mas requer que tenhamos o físico submisso ao espiritual. cristão tem que saber distinguir a linha entre satisfazer os desejos normais do corpo e as demandas do espírito.
Paulo insistia em disciplinar o corpo para não “satisfazer os desejos da carne” (Romanos 13.14).
“Revestir-se do Senhor Jesus”.
Para o discípulo o jejum é um exercício espiritual tão eficaz como a ginástica o é para o atleta.
Eliminação dos alimentos que viciam o corpo.
ASPECTOS PRÁTICOS DO JEJUM
O JEJUM E O CORPO – 1 Coríntios 6.13,19,20
Um corpo normal, saudável e bem alimentado pode resistir por várias semanas sem ser prejudicado. O corpo vive de excesso de gorduras e somente depois de muito tempo é que começa a consumir as células vivas, entrando em estado de inanição.
O jejum ajuda o corpo a purificar-se.
PARA SAÚDE E CURA – Isaías 58.8; 3 João 2
A promessa de cura está incluída no jejum escolhido por Deus.
COMO COMEÇAR?
Não comece jejuando logo quarenta dias!! [nem pense nisso]
Jejue até o almoço [forma ideal].
Depois passe do almoço até a janta [quando houver um propósito sério, urgente].
Depois até a hora de dormir ou até o outro dia pela manhã.Sentirá fome, é claro, mas isto é o jejum.
Quando suprimir isto, poderá jejuar por três, cinco e sete dias [peça sabedoria a Deus].
Quanto mais longo for o jejum, mais convicção a pessoa precisa ter que é vontade de Deus que faça assim. Não é bom alimentar-se muito no dia anterior ao jejum.
É bom deixar o café e o chá alguns dias antes para não dar problema de dores de cabeça, tentações…
E prepare-se para o jejum ser um tempo de luta contra os poderes das trevas [permaneça em oração, com palavras e no pensamento].
COMO TERMINAR O JEJUM?
Comendo coisas leves.
Se um jejum for prolongado, não se deve interromper com comidas fortes [feijão, carne, etc] pois você poderá sentir dores abdominais, já que seu trato digestório estava inativo.
TRÊS TIPOS DE JEJUM
Jejum parcial [típico] – Daniel 10.3
Uma restrição na dieta e não uma abstenção completa. Este tipo de jejum pode servir de primeiro passo para as pessoas de compleição física fraca e para as que nunca jejuaram. A pessoa se abstém de certas refeições diárias e de certos alimentos. Daniel se absteve do manjar do rei.
Jejum absoluto [completo] – Atos 9.9
Neste tipo de jejum a pessoa se abstém de comida e bebida. Não dura mais que três dias, pois ficar sem beber água durante muito tempo pode causar danos ao organismo [até morte por desidratação ou desnutrição].
Jejum sobrenatural – Deuteronômio 9.9; Êxodo 34.18; 1 Reis 19.8; Mateus 4.2.
Moisés e Elias fizeram jejum sobrenatural e tiveram um fim também sobrenatural. Deve-se ter certeza da vontade de Deus ao se fazer um jejum prolongado.
O jejum é para Deus somente, que nos vê em secreto. A motivação dele nunca será para nossas ambições pessoais mas para a glória do Senhor! Isaías 58 fala que o jejum agradável é aquele que Deus escolheu.

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